O caminho para a preservação

Nos últimos dias 31/08, 01 e 02/09 foram realizadas expedições de campo organizadas pelos Professores Antônio Cézar Leal e Jefferson Nascimento (também como coordenador geral), do Programa de Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos – ProfÁgua (ANA – CAPES – UNESP FEIS). Nesta oportunidade pudemos conhecer os projetos de Pagamento de Serviços Ambientais em Extrema – MG, a Estação de Tratamento de Água da Sabesp em Guaraú (no Sistema Cantareira), juntamente com uma grande visita à Estação Elevatória de Santa Inês e as atividades relacionadas a recuperação do Ribeirão Lajeado realizadas pelo Departamento de Água e Esgoto de Penápolis – DAEP (em parceria com o Consórcio Intermunicipal Ribeirão Lageado. Espero aqui poder compartilhar um pouco das experiências adquiridas e a vivência nos 3 dias de intensas atividades.

Dia 1 – Programa de Pagamento de Serviços Ambientais de Extrema – MG:

Após uma madrugada muito prazerosa pelos encontras mas pouco confortável pelo fato de viajarmos por praticamente todo o Estado de São Paulo, de Ilha Solteira – SP à Extrema – MG, tivemos uma recepção muito agradável da própria Minas Gerais, com suas incríveis paisagens que nos deslumbraram ao longo do caminho até a sede do Projeto Conservador das Águas. Após uma palestra a respeito do início do projeto e de como ele foi desenvolvido, pudemos questionar a respeito das fontes de financiamento e das dificuldades técnicas-operacionais. Confesso que fiquei bem admirado por um projeto desta magnitude ter em quase sua totalidade o financiamento da própria prefeitura, contando atualmente com uma verba de por volta de R$4 milhões de reais por ano, utilizada para manutenção do projeto, novos plantios, pagamento aos proprietários e um um inovador programa que realiza a compra de áreas a serem destinadas a Áreas de Preservação Ambiental Municipal.

Para conhecer mais o programa: http://www.extrema.mg.gov.br/conservadordasaguas/

Dia 2 – ETA Guaraú e Estação Elevatória de Santa Inês

Com um agradecimento em especial à Sabesp, por abrir suas portas a nossa visita (em especial ao nosso colega de mestrado Hermes Maurício por ter articulado a visita), iniciamos o segundo dia conhecendo uma das maiores Estações de Tratamento de Água do mundo, a ETA Guaraú, com capacidade de tratamento de 33m³/s, operando atualmente com um volume entre 24-27m³/s devido a diminuição de demanda de aproximadamente 8 milhões de pessoas (população da Região Metropolitana de São Paulo a qual atende).

Entrada da água bruta na ETA Guaraú.

Após conhecer a ETA Guaraú, damos prosseguimento a visita para conhecer alguns dos pontos mais espetaculares do Sistema Cantareira, a Estação Elevatória de Santa Inês, que bombeia as águas da Represa de Paiva Castro (745m acima do nível do mar) para a Represa de Águas Claras (860m acima do nível do mar) por um desnível de 120 metros, utilizando um sistema de 4 bombas alimentadas por 4 grades motores, sempre com 3 conjuntos em funcionamento e um em modo reserva.

Curioso a respeito do Sistema Cantareira, para informações institucionais (da Sabesp, é claro): http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=132

Eu em primeiro plano com as colegas (da direita para a esquerda) Silvia, Eliana e Lígia, conhecendo a casa das máquinas da Elevatória de Santa Inês.

Dia 3 – DAEP Penápolis

Por fim, nossa aventura nos levou para o Município de Penápolis, para conhecermos as ações de restauração e preservação das APP´s ao longo do Ribeirão Lageado, que abastece a cidade. Visita agendada pela nossa amiga Silvia (a mesma que está comigo na foto na casa das máquinas da Elevatória de Santa Inês), que é funcionária do DAEP. Tivemos a oportunidade de conhecer e conversar com os parceiros e engenheiros responsáveis pelo projeto de revitalização, com dois cafés da manhã delicioso, um na sede do DAEP e outro na propriedade de um dos primeiros proprietários que topou implantar as ações de conservação de solo e proteção de APP´s.

Um café da manhã sertanejo, com rosca doce fresca e chá de gengibre da própria horta.

Vale muito conhecer o DAEP e o Consórcio Intermunicipal Ribeirão Lajeado: https://www.daep.com.br/, https://www.daep.com.br/cirl

Compartilho aqui apenas um curtíssimo resumo do que encontramos pelo caminho, em caso de dúvidas, maiores informações ou apenas um bate papo, venha conhecer parte do nosso pessoal na TyBrasil, www.tybrasil.com.br, um forte abraço a todos que chegaram até aqui na leitura.

 

Indigenous People and Integrated Water Resource Management

Durante os meses de Abril e Junho de 2017 participei do curso relacionado à Gestão de Integrada de Recursos Hídricos relacionada à Populações Indígenas e Povos Tradicionais, disponível pela http://www.cap-net.org/ até o momento de execução do curso havia dito pouco contato com as questões relacionadas à povos indígenas e tradicionais, foi uma grande oportunidade de vivenciar um período de pesquisas em temas como o acesso a água de qualidade, problemas com ocupações indevidas de áreas de reserva, poluição das mais diversas fontes, além de contato com práticas exitosas e apaixonantes de gestão comunitária dos recursos hídricos locais.

Indico a todos os interessados e apaixonados pela água e/ou a relação das pessoas com a terra e a água a passarem pelo curso.

Compartilho alguns dos texto elaborados como atividades propostas através dos módulos do curso.

HYDROELETRIC PLANT OF BELO MONTE – THE HISTORICAL DISRESPECT TO THE POSITIONING OF THE INDIGENOUS PEOPLES OF XINGU RIVER

HEALTH AND WELLFARE – KNOWLEDGE OF INDIGENOUS PEOPLE CATALOGUE

Um forte abraço e uma ótima leitura.